sábado, 28 de setembro de 2013

 (desconhecido)

Deixa o tempo correr, desta vez juro que não vou atrás dele, ele é louco, não sabe medir os passos que dá, fugaz o meu imaginário na sua presença, triste a memoria do seu encontro.
Não seria tudo bem mais fácil, só por esta vez, admitir que ele não existe... Limitar o momento ao espaço e sentimento, elevando a ânsia e o desejo, esquecendo o tempo, liquidando o tempo, matando-o.
Só assim é que ele poderá desvanecer-se, sem necessidade de coexistência.
Deixa o tempo morrer para que no fim reste apenas uma cama por fazer.

Catarina Fernandes

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